EX056 - Educação Interdisciplinar para a Transição Energética
Turma: A -
Período: 2/2026 -
Tipo Período: 2o. semestre -
Disciplina:
Eletiva 6 créditos.
-
Idioma: Português
Ementa: A estratégia do curso é a ação multi e interdisciplinar, que permite a integração de conhecimentos nas áreas de engenharia, computação, direito, políticas públicas, economia, educação e gestão. O curso almeja envolver alunos de graduação em práticas de extensão, de modo a auxiliar na ressignificação de perfis profissionais e contribuir para a disseminação - fortalecimento de procedimentos educativos baseados na pesquisa a partir de demandas contemporâneas. Disso decorrem dois objetivos: 1) formar agentes de transição energética; 2) habilitar para a difusão de tecnologias através de práticas inclusivas junto a um público de perfis socioeconômicos variados. O conteúdo é descrito abaixo, relacionado com cada um dos objetivos: 1) Formação de agentes de transição energética • O conceito de Comunidade de Energia; • Pobreza energética; • Laboratório Urbano Vivo; • Transição energética e demandas por outras vias de Educação; • Tópicos em tecnologia social; 2) Habilitação para a difusão de tecnologias através de práticas inclusivas • Tópicos em tecnologias de energias renováveis: fotovoltaica e eólica; • Tópicos em economia institucional; • Tópicos em Educação Não Formal; • Visitas orientadas; • Prática laboratorial
Conteúdo Programático: Objetivo 1: A Agenda 2023 da ONU (NAÇÕES UNIDAS BRASIL, 2024) propõe os chamados “Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável” (ODS), que são interconectados, de maneira a formar um panorama complexo e multifacetado, cuja abordagem exige articulação entre diferentes saberes e interpretações da realidade. Desse fato emerge a consciência de que ações para o desenvolvimento sustentável demandam um novo perfil profissional Os conteúdos relacionados a esse objetivo são: • Definição de Comunidades de Energia, com apresentação de experiências concretas e discussão de casos específicos. Apresentação de práticas semelhantes que ocorrem no território brasileiro. Discussão sobre o potencial das Comunidades de Energia para abordar a questão da pobreza energética no Brasil; • Abordagem e entendimento da problemática do acesso à energia como uma das causas estruturais da pobreza. Discussão de casos no Brasil e no mundo, com apresentação de características locais e busca de alternativas comunitárias; • Definição do conceito de Laboratório Urbano Vivo: sua estrutura, principais características e dinâmicas. Apresentação e discussão de experimentos reais na UNICAMP (Campus Sustentável) e no mundo; • Apresentação e discussão de peculiaridades da transição energética que demandam abordagens educativas alternativas: suas razões e características nucleares. Apresentar e discutir relações entre educação, coesão social e emancipação comunitária; • Apresentação dos principais conceitos da Tecnologia Social e discussão de seus pressupostos básicos. Objetivo 2: Estudos afirmam que a disseminação do uso das energias renováveis encontra barreiras de ordem tecnológica, econômica, sociocultural e institucional, de modo que algumas tecnologias desenvolvidas não satisfazem as necessidades percebidas para os fins dos usuários, enquanto algumas nem apresentam custos efetivos. Tais pesquisas afirmam que educação não escolar sobre o tema deveria ser destinada àqueles que nunca puderam frequentar a escola e uma forma alternativa de educação deveria ser utilizada para divulgar as energias renováveis. Os conteúdos relacionados a esse objetivo são: • Apresentação e discussão das vantagens e desvantagens de tecnologias de alternativas de energias renováveis. Discussão qualitativa e quantitativa de aspectos da geração fotovoltaica e da geração eólica; • Apresentação da Economia Institucional e discussão de seu framework clássico como abordagem para a estruturação de Comunidades de Energia; • Apresentação do conceito de Educação Não Formal e discussão de seus principais pressupostos, práticas e características; • Visitação ao longo do semestre uma localidade caracterizada por vulnerabilidade social no município de Campinas. Observação in loco de aspectos discutidos em sala de aula e elaboração de discussões e questionamentos sobre o observado; • Interação com os moradores da localidade visitada. Compreensão, através de tais interações, das questões abordadas em sala de aula, de modo a elaborar discussões, questionamentos e sugerir alternativas.
Plano de Desenvolvimento: O curso é centrado na pesquisa “Comunidades de Energia para Populações de Baixa Renda”, proposição do Centro Paulista de Estudos da Transição Energética - CPTEn/FEEC. A estratégia do curso é a ação multi e interdisciplinar, que permite a integração de conhecimentos nas áreas de engenharia, computação, direito, políticas públicas, economia, educação e gestão. O curso almeja envolver alunos de graduação em práticas de extensão, de modo a auxiliar na ressignificação de perfis profissionais e contribuir para a disseminação - fortalecimento de procedimentos educativos baseados na pesquisa a partir de demandas contemporâneas.
Disso decorrem dois objetivos:
1) formar agentes de transição energética;
2) habilitar para a difusão de tecnologias através de práticas inclusivas junto a um público de perfis socioeconômicos variados.
Para que os objetivos sejam alcançados, um dos produtos da disciplina é a elaboração de um plano de negócios do tipo business innovation, conceito que será tratado ao longo da disciplina.
O conteúdo é descrito abaixo, relacionado com cada um dos objetivos:
1. Apresentação da disciplina e orientações para os trabalhos.
2 Formação de agentes de transição energética
● O conceito de Comunidade de Energia;
●Pobreza energética;
●Laboratório Urbano Vivo;
● Transição energética e demandas por outras vias de Educação;
●Tópicos em tecnologia social;
3.Habilitação para a difusão de tecnologias através de práticas inclusivas;
● Tópicos em tecnologias de energias renováveis: fotovoltaica e eólica;
●Tópicos em economia institucional;
● Tópicos em Educação Não Formal;
● Visitas orientadas;
● Prática laboratorial
4.Trabalhos de elaboração de projetos do tipo business innovation, cujo caráter é o de formação de arranjos socio-técnicos autogestionários.
Conforme IN CCG nº 02/2025 - Cláusula de Honestidade e Lisura Acadêmica
Todas as atividades relacionadas às disciplinas devem ser realizadas em conformidade com as orientações fornecidas pelos docentes e com o devido rigor ético.
Caso o(a) docente responsável, no exercício de sua liberdade de cátedra, forme convicção acerca da ausência de lisura ou de condições adequadas para a realização da atividade avaliativa, poderá atribuir nota zero, seja para a atividade única ou, conforme o caso, para o conjunto de atividades do semestre. A ocorrência deverá ser fundamentada e comunicada à Coordenação de Curso de Graduação, podendo o(a) estudante estar sujeito a processo administrativo.
Bibliografia: ALDRICH, D. P., MEYER, M. 2015 Social capital and community resilience. American Behavioural Scientist, vol 59, n.2, p.254-269. DOI: 10.1177/0002764214550299. BAUWENS, T., DEFOURNY, T. 2017. Social capital and mutual versus public benefit: the case of renewable energy cooperatives. Annals of Public and Cooperative Economics. http://dx.doi.org/10.1111/apce.12166. BIELIG, M, KACPERSKI, C., KUTZNER, F., KLINGERT, S.2022. Evidence behind the narrative: critically reviewing the social impact of energy communities in Europe. Energy Research and Social Science, 94. https://doi.org/10.1016/j.erss.2022.102859. BRUMMER, V. 2018. Community Energy – benefits and barriers: a comparative literature review of community energy in the UK, Germany and the USA, the benefits it provides for societal and the barriers it faces. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 94, p. 187-196. https://doi.org/10.1016/j.rser.2018.06.013 Bulkeley, H., Marvin, S., Palgan, Y. V., McCormick, K., Breitfuss-Loidl, M., Mai, L., ... Frantzeskaki, N. (2019). Urban living laboratories: Conducting the experimental city?. European urban and regional studies, 26(4), 317-335. Caniglia, Guido, et al.A pluralistic and integrated approach to action-oriented knowledge for sustainability.Nature Sustainability 4.2 (2021): 93-100. Dagnino, Renato. Tecnologia Social: contribuições conceituais e metodológicas. Eduepb, 2014. Dal Poz, Maria Ester, et al.Food, Energy and Water Nexus: An Urban Living Laboratory Development for Sustainable Systems Transition.Sustainability 14.12 (2022): 7163. Davies, Andrew, and Michael Hobday. The business of projects: managing innovation in complex products and systems. Cambridge University Press, 2005. FONSECA, X., LUKOSCH, S., BRAZIER, F. 2018. Social cohesion revisited: a new definition and how to characterize it. Innovation: The European Journal of Social Sciences Research. https://doi.org/10.1080/13511610.2018.1497480. Frank.The role of cities in technological transitíons.Cities and low carbon transitíons (2011): 3e28., GARCIA, V. A. A educação não formal como acontecimento. Campinas, 2009. 456p. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas. Geels, Frank W., and Johan Schot.Typology of sociotechnical transition pathways.Research policy 36.3 (2007): 399-417. GEELS, FW. 2020. Micro-foundatíons of the multi-level perspective on socio-technical transitíons: developing a multi-dimensional model of agency through crossovers between social constructivism, evolutionary economics and neo-institutional theory. Technol. Forecast. Soc. Change 152:119894 GIACOVELLI, G. 2022. Social capital and energy transition: a conceptual review. Sustainability, 14. https://doi.org/10.3390/su14159253 JANUZZI, G. M., GOLDENBERG, J. Has the situation of the ‘have nots’ improved? WIREs Energy Environ 2012, 1: 41–50 doi: 10.1002/wene.20 https://doi.org/10.1016/j.tej.2023.107252. KANDPAL, T. C.; BROMAN, L. 2014. Renewable energy education: A global status review. Renewable and Sustainable Energy Reviews, Issue 34, p. 300-324. http://dx.doi.org/10.1016/j.rser.2014.02.039 LIN, N. Building a network theory of social capital. Connection 22 (1), 20-51, 1999 MIDDLETON, P. 2018. Sustainable living education: Techniques to help advance the renewable energy transformation. Solar Energy, Issue 174, p. 1016-1018. https://doi.org/10.1016/j.solener.2018.08.009 PUTNAM, R. E. Pluribus unum. Diversity and community in the twenty-first century. The 2006 Johann Skytte Prize Lectures. Scandinavian Political Studies, vol. 30, no. 2, 2007 Renewable Energy Transition Case from Germany. Sustainability 2021, 13, 6300. https://doi.org/10.3390/su13116300 SIMSON, O. R. M. V, PARK, M. B, FERNANDES, R. S. (orgs.). Educação não-formal: cenários da criação. Campinas, Editora da Unicamp, 2001. Sovacool, Benjamin K., and David J. Hess.Ordering theories: Typologies and conceptual frameworks for sociotechnical change.Social studies of science 47.5 (2017): 703-750.. Tronchin, Lamberto, Massimiliano Manfren, and Benedetto Nastasi.Energy efficiency, demand side management and energy storage technologies–A critical analysis of possible paths of integration in the built environment.Renewable and Sustainable Energy Reviews 95 (2018): 341-353. Von Wirth, Timo, et al.Impacts of urban living labs on sustainability transitíons: Mechanisms and strategies for systemic change through experimentation.European Planning Studies 27.2 (2019): 229-257.
Critério de Avaliação: A avaliação será baseada em três aspectos:
I - Participação e envolvimento nas aulas expositivas;
II – Frequência e envolvimento nas visitas de campo;
III – Qualidade do projeto proposto ao fim da disciplina, de modo a apresentar o conjunto de conceitos e análises realizadas em aula e na literatura básica e de apoio, incluindo textos e estudos de caso, em consonância com os Objetivos Pedagógicos, Habilidades e Competências anteriormente estabelecidos. Nota mínima que dispense o aluno da realização do Exame: 6,0Nota mínima que permita ao aluno realizar o Exame: 2,5
Cálculo de Notas
a)Projeto – 70%: Projeto apresentado por equipe ao final da disciplina, com exposição verbal em sala de aula.
b)Relatórios individuais – 20%
c)Participação e proatividade – 6%.
d)Relatórios de equipe – 4%
Tal contexto apresenta plena aderência com o Regimento Geral dos Cursos de Graduação da Unicamp: “As avaliações terão caráter formativo, contínuo e processual e estarão pautadas na exigência de 75% (setenta e cinco) de presença e média final igual ou superior a 5 (cinco).
Bibliografia complementar: n/a